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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

DOM BETO BREIS RECEBE TÍTULO DE CIDADÃO JUAZEIRENSE E PEDE ATENÇÃO PARA POBRES E PERIFERIAS

O Bispo da Diocese de Juazeiro, Dom Beto Breis, recebeu na noite desta terça-feira (12) na Casa Aprígio Duarte o título de cidadão juazeirense. A solenidade lotou o auditório da Câmara de Vereadores municipal. Representantes de entidades da sociedade civil, vereadores, militares, padres, religiosas e membros de pastorais e movimentos da Igreja se fizeram presentes no evento.  Em seu discurso, Dom Beto agradeceu a homenagem ressaltando que ela é um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Diocese e pediu mais compromisso dos legisladores com a população mais pobre e com as periferias.

Confira o discurso de Dom Beto na íntegra a seguir:
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DISCURSO DE DOM BETO BREIS POR OCASIÃO DA RECEPÇÃO DO TÍTULO DE CIDADÃO JUAZEIRENSE


Casa Aprígio Duarte Filho – Juazeiro (BA),
12 de dezembro de 2017
Exmo Sr. Alecssandre Rodrigues Tanuri, vereador proponente e Presidente desta casa, na pessoa de quem saúdo os demais vereadores e os demais membros desta mesa, autoridades civis e militares aqui presentes,
Amados diocesanos (sacerdotes, religios@s e fiéis cristãos leigos),
Inicialmente gostaria de agradecer esta homenagem que é, em primeiro lugar, à Igreja que está em Juazeiro. Digo isto porque não me vejo com tantos méritos e nem gabaritado pelo tempo para receber este título que, sem dúvida, é um privilégio: estou aqui há apenas um ano e sete meses. Recebo esta honraria como Pastor de uma Diocese viva e atuante nesta já amada cidade de Juazeiro. “Onde está o Bispo, aí está a Igreja” já afirmava Santo Inácio de Antioquia no segundo século. A Diocese de Juazeiro – com todo o Povo de Deus (pastores, religiosas e fiéis cristãos leigos) é quem merece o reconhecimento por sua história de uma Igreja samaritana, atenta às dores, às angústias e às esperanças dos homens e mulheres destas margens sertanejas baianas do Velho Chico. No próximo sábado, por sinal, re-cordaremos o centenário do nascimento do nosso primeiro bispo, Dom Thomas Murphy, que desde o início do seu ministério episcopal promoveu a educação (com escolas em pontos estratégicos da periferia de então) e diversas obras e atividades sociais (junto a lavadeiras e a prostitutas, por exemplo). Naquele período fecundo e impulsionador do Concílio Vaticano II, Dom Tomás lançava as bases de uma Igreja que privilegia os pobres e vê no compromisso social não um apêndice, mas uma dimensão imprescindível da ação pastoral e evangelizadora.
Sou consciente, por outro lado, que o título de Cidadão Honorário equipara a pessoa homenageada a uma adoção oficial. A pessoa agraciada passa a ser um irmão, um conterrâneo, uma pessoa da terra, apesar de não ter nascido no local. Fico, portanto, imensamente feliz e honrado com essa distinção concedida. Nasci nas margens de uma baía no litoral de Santa Catarina que foi erroneamente identificada por viajantes espanhóis como um rio, o Rio São Francisco...do Sul (porque visitado pelos navegantes no dia do Santo de Assis). Das margens do “rio” São Francisco do Sul vim para estas margens sertanejas baianas do Velho Chico, onde já me sinto em casa, no aconchego e cordialidade de um povo alegre e acolhedor.
E agora, como cidadão juazeirense e bispo de uma Igreja cidadã e defensora da cidadania de todos, quero parabenizar os senhores e senhoras desta Casa do Povo por terem aprovado na íntegra nesta tarde o Plano Municipal de Saneamento Básico de Juzaeiro. A revitalização dos córregos e riachos que correm e percorrem nossa cidade é urgente, para o bem da Casa Comum (irmã água, irmãs plantas....) e para o cuidado das populações.  Uma reivindicação justa do MPC (Movimento Popular da cidadania), que se faz porta-voz do anseio – consciente e inconsciente - da população.
Atrevo-me, ainda, a pedir aos homens públicos aqui presentes que não se esqueçam dos mais pobres, dos vulneráveis e sedentos de justiça e de direitos respeitados. Para nós crentes das mais diversas denominações cristãs a opção pelos pobres é de matriz teológica, não primeiramente sociológica. Daqui a poucos dias, no Natal, iremos celebrar o mistério encantador e desconcertante do Filho de Deus que “sendo rico, se fez pobre para enriquecer-nos[1], como lembra o Apóstolo. Fez-se pobre e frágil no sublime mistério da Encarnação e proclamou bem aventurados os pobres, de quem é o Reino dos céus[2]. Os empobrecidos tantas vezes desprezados pelos que detém o poder são vítimas de uma sociedade regida por mecanismos materialistas que, como afirmava peremptoriamente São João Paulo II, “produzem, em nível internacional, ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres[3]
Como homens públicos, re-presentantes do povo, lutem para que dívidas sociais sejam ressarcidas. Visitem os pobres, ouçam seus clamores, vejam seus sofrimentos, exerçam seus mandatos a partir das periferias (pois aí está o centro do Evangelho e o começo de uma ordem social equitativa e promotora de Paz). Neste sentido, tornam-se oportunas as palavras do Papa Francisco:
“Peço a Deus que cresça o número de políticos capazes de entrar num autêntico diálogo que vise efetivamente sanar as raízes profundas e não a aparência dos males do nosso mundo. A política, tão manchada, é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas da caridade, porque busca o bem comum”[4]
Finalizando, agradeço a todos pelo título que para sempre muito me orgulha e orgulhará.  Obrigado aos Sr vereador Alecssandre Tanuri por propor essa distinção e pelos demais vereadores  pela aprovação da mesma. Minha terna, fraterna e paternal gratidão a todos de nossa Diocese de Juazeiro pela alegria do dom e desafio da sinodalidade (do caminhar juntos) no Seguimento de Jesus e no serviço ao Reino que ele anunciou e inaugurou entre nós.
Crédito da foto: Blog Vale Comentar (Irenildo Santos)
Que a ponte que une Juazeiro e Petrolina, Bahia e Pernambuco, seja sinal da efetivação do que deve ser minha presença pastoral neste e nos demais municípios de nossa vasta Diocese: fazedor de pontes, sinal e promotor de unidade e comunhão. Posso, com convicção, dizer-lhes hoje que desde a nomeação para bispo de Juazeiro meu coração sentiu-se vinculado a esta cidade. Por ocasião da minha ordenação episcopal afirmava que “em breve período de tempo já poderia atrever-me a adaptar a bela e renomada canção de Jorge de Altinho:

         “Petrolina, Juazeiro. Juazeiro, Petrolina.
Todas as duas estimo o tempo inteiro.
Eu gosto de Petrolina, mas ADORO Juazeiro”

Muito obrigado!

Dom Beto Breis
Bispo da Diocese de Juazeiro/BA

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Texto da matéria e fotos: Pascom diocesana



[1] 2Cor 8,9
[2] Cf. Lucas 6,20
[3] Discurso inaugural da Conferência do Episcopado latino-americano, Puebla, México, 28/1/79,
[4] Evangelii Gaudium, 205

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

COR E ALEGRIA MARCAM Iº HAPPY HOLI DA JUVENTUDE CATÓLICA DE JUAZEIRO

A chuva que caiu antes do Iº Happy Holi SDJ, a festa das cores, realizado no último sábado (09), não desanimou a juventude que compareceu no Espaço de Eventos da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Piranga, Juazeiro, norte da Bahia. O Happy Holi SDJ organizado pelo Setor Diocesano da Juventude (SDJ) foi a última ação do Setor no ano de 2017, em prol da evangelização da juventude, e, também, uma confraternização dos jovens católicos da Diocese de Juazeiro – BA que durante o ano participaram de diversas ações realizadas pelo Setor.
“Fico feliz porque mesmo com muita chuva, antes do evento, ninguém deixou de vir, honrar o chamado de Deus”, disse o DJ Roony Moura, uma das atrações da festa, que contagiou com seu carisma e alegria a Juventude Católica Apostólica Romana.
O Ministério Anjos Cantam abriu o evento com um momento de oração e muito louvor, logo em seguida, foi a vez do DJ Católico Roony Moura que não deixou ninguém parado, principalmente, na hora da colorblast (explosão de cores), quando todos lançaram ao alto o pó colorido, depois teve um momento de Adoração e quem encerrou a festa foi o Ministério Anjos de Maria (vencedor do Concurso Meu Ministério é Show). Os jovens que foram vestidos de branco saíram do Happy Holi SDJ coloridos.
No momento da Adoração, os jovens se curvaram, se concentraram e silenciaram para contemplar a presença do Criador. “Não existe uma experiência de levar alguém para Deus se essa pessoa não fizer uma experiência com Ele. Então, seria muito fácil fazer um evento com palco, som, iluminação, DJ, com tinta em pó jogado para cima e acabou aí. Então, a presença de Jesus Sacramentado veio justamente selar e sacramentar esse nosso serviço de que, de fato, a Eucaristia é a grande força do jovem, na vida de fé do jovem. E a gente viu que foi um momento muito bonito, onde os jovens silenciaram no momento da Adoração”, afirmou o Referencial do SDJ, Padre Diego Monteiro, sobre o momento da Adoração.
Foi um dia de alegria, confraternização, muito louvor, dança, cor e evangelização, onde caravanas da Diocese de Juazeiro e de cidades circunvizinhas puderam demonstrar o seu amor a Jesus Cristo. A jovem Ana Patrícia da Silva da Paróquia São João Batista, do bairro João de Deus, em Petrolina, expressou de forma contagiante sobre o Iº Happy Holi SDJ, “a gente já está esperando o segundo e o terceiro (Happy Holi SDJ). Está sendo maravilhoso! As pessoas receberam muito bem os jovens que vieram do Projeto (Senador Nilo Coelho N3 e N4)”, falou a jovem.
De acordo com um dos organizadores do evento, Clausen Silva, o Happy Holi SDJ foi planejado desde agosto e se concretizou no dia 09 de dezembro de uma forma muito especial, fechando com chave de ouro o ano maravilhoso do Setor Juventude.
O Padre aproveitou para agradecer, primeiramente, a Deus, aos movimentos, pastorais que participaram, ao pessoal da Paróquia Santa Teresinha, na pessoa do Pároco, Padre Íbis Cassius, toda a juventude e ao Bispo da Diocese de Juazeiro – BA, Dom Beto Breis.
O DJ deixou um recado para os jovens: “jovens, sejam inteiramente de Deus, não deixe a sua vida virar preto e branco, colore a sua vida, vale muito mais a pena Deus, cor na nossa vida”, ressaltou o DJ. 

Equipe de Comunicação Happy Holi SDJ

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

JUVENTUDE CATÓLICA DE JUAZEIRO REALIZA 1º HAPPY HOLI

No próximo sábado (09) será realizado, pela primeira vez em Juazeiro - Bahia, o Happy Holi Católico SDJ. A festa das cores como é conhecida, será realizada no Espaço de Eventos da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Piranga. O evento, que é organizado pelo Setor Diocesano da Juventude (SDJ), será uma confraternização dos jovens católicos da Diocese de Juazeiro – BA que durante o ano participaram de diversas ações de evangelização realizadas pelo Setor. O Happy Holi SDJ consiste em um dia de alegria, confraternização e evangelização.
“É a última ação do Setor Juventude do ano 2017, fechar todos os trabalhos que nós fizemos em prol da evangelização da juventude. Você que já adquiriu seu ingresso, você que caminhou juntamente com todos os eventos que nós promovemos esse ano, é uma oportunidade, também, de se confraternizar”, disse o Referencial do SDJ, Padre Diego Monteiro.
A festa será animada pelo DJ Roony Moura, Ministério Anjos Cantam e o Ministério Anjos de Maria. Durante o evento serão realizadas as “colorblast’s” (explosões de cores), quando todos lançam ao alto o pó colorido. Os portões serão abertos às 15h.
Os ingressos estão esgotados e não haverá venda de ingresso na festa. O pó de zim (o zim é um pó colorido orgânico, que tem como finalidade colorir temporariamente o corpo, roupas e ambiente, além de produzir arte, criatividade, brincadeiras e educação), será vendido a R$ 3,00 na festa.
A ideia do evento, que não terá bebida alcoólica, é que todos os participantes se vistam de branco em uma celebração com muita música, dança, cor e evangelização. Os organizadores esperam caravanas da Diocese de Juazeiro e de cidades circunvizinhas.
De acordo com um dos realizadores do evento, Clausen Silva, o evento superou as expectativas, com os ingressos esgotados. Vista-se de branco e deixe Jesus colorir a sua vida.
Happy Holi
O Happy Holi é o maior festival de música e cor do mundo, em que milhares de pessoas vestidas de branco se juntam e criam uma paleta humana de cores num momento único de celebração de pura alegria. Inspirado no “Holi Festival das Cores” da Índia, o Happy é um festival de música que celebra a união e alegria de viver enquanto você se envolve na magia de cores.
Equipe de Comunicação Happy Holi SDJ

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PADRE ISAEL BRITO RECEBE O TÍTULO DE CIDADÃO JUAZEIRENSE

O auditório lotado, vereadores das cidades de Petrolina, Casa Nova e Juazeiro, ex-vereadores e secretários, prestigiaram na noite desta segunda-feira (04/12), a concessão do título de cidadão juazeirense ao Padre Isael da Silva Brito, proposto pela vereadora Neguinha da Santa Casa.
À sessão, presidida pelo Vereador Alex Tanuri, secretariada pelo Vereador Gleidson Medrado, compareceram os vereadores de Juazeiro Reinaldo Sabino, Anibal, Anastácio, Bertinho da Carnaíba, Bené Marques, Helio, Tia Célia, Domingão da Aliança e Allan Jones e o ex-vereador José Carlos Tanuri; os vereadores de Casa Nova Uilian Pereira e o Presidente Paulo Sérgio, além dos ex-vereadores Aldo da Saúde e Pipiu, o vereador de Petrolina Zenildo do Alto do Cocar. Além dos vereadores estiveram presentes padres, movimentos carismáticos e Secretária Cida Gama, representando o Prefeito Paulo Bonfim.
Neguinha da Santa Casa, ao justificar a concessão do título ao Padre Isael ressaltou a trajetória de vida e vitórias do padre Isael, nascido em Casa Nova, e sua enorme dedicação à Igreja e à causa dos mais necessitados.
Ao agradecer a concessão do título o Padre Isael relembrou seu trabalho na Diocese de Juazeiro, a gratidão ao Bispo D. Beto e a D. José Geraldo: “Nestes doze anos devo tudo à Diocese de Juazeiro”.
Ao final, já cidadão juazeirense, cobrou a votação do projeto de saneamento da cidade e o veto à política de identidade de gênero.
A Vereadora Neguinha da Santa Casa foi a que propôs o título ao padre Isael.
O Presidente Alex Tanuri, ao encerrar a sessão informou que o projeto de saneamento “está sendo discutido com a sociedade e será votado antes do final deste período legislativo e completou: “Padre, sou de família católica, com o maior respeito à santidade da família. Nesta Casa, posso falar em nome dos vereadores, não votaremos projetos que sejam contrários à orientação cristã de nosso povo”.
Texto e fotos: Câmara de Vereadores
Pascom diocesana


sábado, 2 de dezembro de 2017

BISPOS DA BACIA DO SÃO FRANCISCO LANÇAM "CARTA DA LAPA" EM DEFESA DO VELHO CHICO

Os Bispos da Bacia do São Francisco (que inclui os estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Sergipe) lançam neste domingo (03) uma nota em defesa do Velho Chico. A Nota surgiu de um encontro realizado entre os dias 21 e 23 de novembro em Bom Jesus da Lapa (BA), reunindo estudiosos, membros de pastorais e movimentos sociais que trabalham com o rio. No documento, os religiosos denunciam os problemas que ocasionam "processo de morte" do rio e sugerem ações para sua revitalização.


O texto na íntegra segue abaixo:

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CARTA DA LAPA

Primeiro Encontro dos bispos da Bacia do Rio São Francisco

“Nas margens da torrente, de um lado e de outro, haverá toda espécie de árvores com frutos comestíveis, cujas folhas e frutos não se esgotarão. Essas árvores produzirão novos frutos de mês em mês, porque a água da torrente provém do santuário. Por isso, os frutos servirão de alimentos e as folhas de remédio” (Ez 47,12).

À luz do Evangelho, em comunhão com o Papa Francisco e inspirados pela carta encíclica “Laudato Sí”, nós, bispos da bacia do Rio São Francisco, representando onze das dezesseis dioceses, diante do processo de morte em que este Rio se encontra e das consequências que isto representa para a população que dele depende, assumimos de forma colegiada a defesa do Velho Chico, de seus afluentes e do povo que habita sua bacia.
Como pastores a serviço do rebanho que nos foi confiado, constatamos, com profunda dor: (a) o sumiço de inúmeras nascentes de pequenos subafluentes e, em consequência, o enfraquecimento dos afluentes que alimentam o São Francisco; (b) o aumento da demanda da água para a irrigação, indústria, consumo humano e outros usos econômicos, sem levar em conta a capacidade real dos rios de ceder água; (c) a destruição gradativa das matas ciliares expondo os rios ao assoreamento cada vez maior; (d) a decadência visual dos rios e da biodiversidade; (e) o aumento visível dos conflitos na disputa pela água em toda a região; (f) empresas sempre fazem prevalecer seus interesses e o Estado acaba por ser legitimador de um modelo predatório de desenvolvimento.
Tudo isso vem gerando a destruição lenta e cruel da biodiversidade do Velho Chico e, consequentemente, sua morte gradativa.
Diante dessa triste realidade, enquanto bispos da bacia do Rio São Francisco e pastores do rebanho que nos foi confiado, propomos:
1.    Sermos uma “Igreja em Saída”: Ir ao encontro do povo e, como pastores, convocar os cristãos e as pessoas sensíveis à causa, para juntos assumirmos o grande desafio de salvar o rio da morte e garantir a vida humana, da fauna e da flora que dele dependem;
2.    Sermos uma “Igreja Missionária”: Realizar visitas às nossas comunidades, missões, peregrinações, romarias e estabelecer um diálogo aberto com as pessoas para que entendam e assumam, à luz da fé, o cuidado com a “Casa Comum”, particularmente, a defesa do nosso Rio;
3.    Sermos uma “Igreja Profética”: Elaborar subsídios educativos sobre meio-ambiente e o modo de preservá-lo. Utilizar os meios de comunicação, rádios, periódicos diocesanos para levar ao maior número de pessoas a boa nova da preservação da vida;
4.    Sermos uma “Igreja Solidária”: Reforçar as iniciativas populares de recomposição florestal, recuperação de nascentes, revitalização de afluentes; incentivar a ética da responsabilidade socioambiental capaz de gerar um modo de vida sustentável de convivência com a caatinga, o cerrado e a mata atlântica; defender políticas públicas para implementação do saneamento básico, apoio à agricultura familiar, manutenção de áreas preservadas, a exemplo dos territórios das comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, etc.
5.    Finalmente, declaramos nossa posição em defesa do “Repouso Sabático” para os nossos biomas a fim de que possam se reconstituir. Particularmente, uma moratória para o Cerrado, por um período de dez anos. Durante esse período não seria permitido nenhum projeto que desmate mais ainda o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, biomas que alimentam o Rio São Francisco e dele também se alimentam.
6.    Nesse sentido chamamos as autoridades federais, os governadores, prefeitos, deputados, senadores, o Ministério Público, para que assumam sua responsabilidade constitucional na defesa do Velho Chico e do seu povo.
Que São Francisco, padroeiro da Ecologia e do Rio que traz o seu nome, nos inspire a cuidar da Criação. Que o Bom Jesus da Lapa, de cujo Santuário provém a água da torrente, abençoe e dê vida ao nosso Velho Chico e ao povo do qual ele é pai e mãe.


Bom Jesus da Lapa, 1º Domingo do Advento de 2017.


Bispos Participantes

 Dom José Moreira da Silva – Bispo de Januária (MG)
Dom José Roberto Silva Carvalho – Bispo de Caetité (BA)
Dom João Santos Cardoso – Bispo de Bom Jesus da Lapa (BA) 
Dom Josafá Menezes da Silva – Bispo de Barreiras (BA)
Dom Luiz Flávio Cappio, OFM – Bispo de Barra (BA) 
Dom Tommaso Cascianelli, CP – Bispo de Irecê (BA)
Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM – Bispo de Juazeiro (BA) 
Monsenhor Malan Carvalho – Administrador Diocesano de Petrolina (PE) 
Dom Gabriele Marchesi – Bispo de Floresta (PE)
Dom Guido Zendron – Bispo de Paulo Afonso (BA)

Monsenhor Vitor Agnaldo de Menezes – Bispo eleito de Própria (SE)

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

DIOCESE DE JUAZEIRO REALIZA 11ª CAMINHADA DA PAZ NESTE SÁBADO (25)

Com o tema: "vou fazer correr a paz como um rio", a Diocese de Juazeiro realiza neste sábado (25) a 11ª edição da Caminhada da Paz, às 17h, saindo do Parque Lagoa de Calú, até a Orla de Juazeiro, encerrando com a missa presidida pelo bispo Dom Beto.
A caminhada será animada pelo cantor Zé Vicente, conhecido da música popular católica, através das canções "olha a glória de Deus Brilhando", "é bonita demais", "o Deus que me criou, entre outras".

Estão sendo convocadas diversas caravanas das paróquias e comunidades da Diocese de Juazeiro, já que o momento será um ato simbólico em defesa da paz e do rio São Francisco. 
Ricardo Souza - Pascom diocesana

BISPOS DA BACIA DO SÃO FRANCISCO REALIZAM ENCONTRO PARA DISCUTIR SITUAÇÃO DO VELHO CHICO

A situação dramática do Rio São Francisco está preocupando os bispos da região da Bacia do Velho Chico. Nesta semana, os líderes religiosos da Igreja católica no território que engloba o norte de Minas Gerais, boa parte da Bahia e de Sergipe, reuniram-se no Santuário de Bom Jesus da Lapa, para discutir o processo de morte do rio e o que pode ser feito. O encontro, encerrado na última quarta-feira (22), dará origem a uma Nota que será lida em todas as igrejas da região no próximo dia 03 de dezembro.
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Dez bispos e um administrador diocesano estiveram presentes no encontro, ocorrido nos dias 21 a 22 de novembro. A Diocese da Lapa foi escolhida pela influência do Santuário do Bom Jesus da Lapa que fica às margens do Rio São Francisco, reunindo todos os anos milhares de romeiros, grande parte deles ribeirinhos que vivem e dependem das águas do rio da integração nacional.

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O evento contou com a presença de Dom João Santos Cardoso - Bom Jesus da Lapa/BA , Dom José Moreira da Silva - Januária/MG, Dom Guido Zendron - Paulo Afonso/BA, Dom Luiz Cappio - Barra/BA, Dom José Roberto Silva Carvalho - Caetité/BA, Dom Beto Breis OFM - Juazeiro/BA, Dom Josafá M. da Silva - Barreiras/BA, Dom Gabriel - Floresta/PE, Dom Vitor de Menezes - Propriá/SE, Pe. Antônio Malan de Carvalho (Administrador diocesano de Petrolina/PE).
Segundo Dom Beto Breis (foto acima, à esquerda), bispo da Diocese de Juazeiro/BA, a teologia e orientação pastoral da Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, repercutiram no encontro. “O Papa tem nos chamado à uma 'conversão ecológica', ao cuidado com a casa comum e à ética da responsabilidade ambiental. Na conclusão do encontro, alguns encaminhamentos foram apresentados, como: (1) Lançamento da Carta do Bom Jesus da Lapa no Primeiro Domingo do Advento; (2) Ações de sensibilização e educação junto às comunidades e ao povo para o cuidado, defesa e revitalização do São Francisco; (3) Ações junto às autoridades e aos governos para responder ao SOS do São Francisco”, escreveu em nota o bispo de Juazeiro.
O Primeiro Encontro dos Bispos da Bacia do São Francisco contou ainda com a presença de peritos, estudiosos e agentes de pastorais sociais que apresentaram um diagnóstico sobre a conjuntura hídrica da Bacia do São Francisco, com diversos dados da realidade da região, especialmente do Cerrado, principal fonte de abastecimento do Velho Chico. Entre os assessores estavam Roberto Malvezzi (“Gogó”), fiel leigo da Diocese de Juazeiro/BA e especialista no tema, o Prof. José Alves Siqueira da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina e membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT).


Pascom diocesana

 

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Tema Campanha da Fraternidade 2017

"Biomas brasileiros e defesa da vida."