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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

PAPA CONDENA O ESCÂNDALO DA VIDA DUPLA: "VÃO À MISSA MAS NÃO VIVEM COMO CRISTÃOS"

“O escândalo destrói”, advertiu o Papa Francisco durante a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira. Também disse que se os católicos que tem uma “vida dupla”, não se converterem, quando se apresentarem diante do Senhor no céu Ele dirá “não te conheço”. As palavras do Papa repercutiram em meios de comunicação de todo o mundo.


“Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: 'sou muito católico, vou sempre à Missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, lavo dinheiro'. Vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam”, advertiu o Pontífice.

Durante a homilia, o Papa recordou que a Bíblia diz: “Cortar a mão”, “arrancar o olho”, mas “não escandalizar os pequeninos”, ou seja, os justos, “os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor”.

“Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu’. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. Os jornais noticiam vários escândalos e fazem publicidade de escândalos. Com os escândalos se destrói”, denunciou.

Francisco citou o exemplo de uma empresa importante que estava à beira da falência. As autoridades queriam evitar uma greve justa, mas que não faria bem e queriam conversar com os chefes da empresa. As pessoas não tinham dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário. O responsável, um católico, estava de férias em uma praia no Oriente Médio e as pessoas souberam disso mesmo que a notícia não tenha saído nos jornais. “Estes são escândalos”, advertiu.

“No Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a associação tal, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta será a resposta de Jesus aos escandalosos que fazem vida dupla”, afirmou.

“A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original”, disse o Papa. Em seguida, exortou a não confiar nas riquezas, não dizer “contento-me de mim mesmo” e a não adiar a conversão.

“A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo”.

“Se há alguma coisa a dizer: ‘Irei me converter, mas hoje não! Amanhã’. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói”.


Fonte: ACI

CF 2017: CONHEÇA OS BIOMAS BRASILEIROS


Todos os anos, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresenta a Campanha da Fraternidade como caminho de conversão quaresmal, reflexão e proposta de ações concretas. Em 2017, a temática da CF ‘Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida’ quer fomentar o cuidado com a criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações à criação que Deus nos deu para cultivá-la e guardá-la.

Cuidar dos biomas brasileiros além de ser uma ação de fé e cidadania é uma ação de comprometimento com Deus. O Papa Francisco propõe a defesa da vida e ecologia através da encíclica Laudato Si'. Conheça um pouco mais dos biomas brasileiros:


AMAZÔNIA: A Amazônia é o maior bioma do Brasil. Com extenso território, formada pelos Estados da região Norte, a Amazônia tem grande diversidade de espécies de árvores, plantas e animais.

CAATINGA: A Caatinga é o único bioma com distribuição exclusivamente brasileira. Encontra-se envolvida pelo clima semiárido, entre a estreita faixa da Mata Atlântica e o Cerrado.

CERRADO: O Cerrado é uma vegetação típica de locais com estações bem definidas (Uma época chuvosa e outra seca). Compõe as regiões de solo de composição arenosa, sendo considerado o bioma brasileiro mais antigo.

MATA ATLÂNTICA: A Mata Atlântica é uma das áreas maisricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta. Sua vegetação nativa vem sendo destruída, restando uma pequena área para preservação das espécies.

PANTANAL: O Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas do planeta com grande beleza e rica em biodiversidade. O ecossistema mantém boa parte da sua cobertura vegetal nativa, responsável pela permanência de espécies que, em outros biomas, sem mostram em extinção.

PAMPA: É o nome dado aos campos do Sul do Brasil. Sua característica principal é a vegetação, que apresenta uma composição herbácea, ou seja, formada basicamente por gramíneas e espécies vegetais de pequeno porte.


Fonte: A12

DEPRESSÃO CRESCE NO MUNDO; BRASIL É "CAMPEÃO" NA AMÉRICA LATINA


O Brasil tem a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais. Dados publicados nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 322 milhões de pessoas pelo mundo sofrem de depressão, 18% a mais do que há dez anos. O número representa 4,4% da população do planeta.

No caso do Brasil, a OMS estima que 5,8% da população nacional seja afetada pela depressão. A taxa média supera a de Cuba, com 5,5%, a do Paraguai, com 5,2%, além de Chile e Uruguai, com 5%. 


No caso global, as mulheres são as principais afetadas, com 5,1% delas com depressão. Entre os homens, a taxa é de 3,6%. Em números absolutos, metade dos 322 milhões de vítimas da doença vivem na Ásia.

De acordo com a OMS, a depressão é a doença que mais contribui com a incapacidade no mundo, em cerca de 7,5%. Ela é também a principal causa de mortes por suicídio, com cerca de 800 mil casos por ano.

Ansiedade

Além da depressão, a entidade indica que, pelo mundo, 264 milhões de pessoas sofrem com transtornos de ansiedade, uma média de 3,6%. O número representa uma alta de 15% em comparação a 2005.

Uma vez mais, o Brasil lidera na América Latina, com 9,3% da população com algum tipo de transtorno de ansiedade. A taxa, porém, é três vezes superior à média mundial. Os índices brasileiros também superam de uma forma substancial as taxas identificadas nos demais países da região. No Paraguai, a taxa é de 7,6%, contra 6,5% no Chile e 6,4% no Uruguai.

Em números absolutos, o Sudeste Asiático é a região que mais registra casos de transtornos de ansiedade: 60 milhões, 23% do total mundial. No segundo lugar vêm as Américas, com 57,2 milhões e 21% do total.

No total, a OMS ainda estima que, a cada ano, as consequências dos transtornos mentais gerem uma perda econômica de US$ 1 trilhão para o mundo.

Agência Estado


Leia mais: 

CONSTRUÇÃO DE CISTERNAS PODE DIMINUIR EFEITOS DA SECA NO NORDESTE

Em tempos de grave seca no Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Fundação Banco do Brasil (FBB) anunciou, nessa quarta-feira (22), novo investimento social para garantir o acesso à água potável a cerca de 14,3 mil pessoas em nove estados do semiárido.



Serão destinados RS 17,3 milhões para a implantação de 3.588 cisternas para captação e armazenamento de água nos estados de Alagoas, da Bahia, do Ceará, de Minas Gerais, da Paraíba, do Piauí, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte e de Sergipe.

A fundação firmou convênio com a Articulação do Semiárido (ASA), rede formada por mais de 3 mil organizações da sociedade civil, que será responsável pela identificação e mobilização dos beneficiados, além da construção dos reservatórios e da assessoria técnica.

As novas cisternas serão divididas em dois tipos: 3.198 voltadas para o consumo básico, que é água de beber, conhecidas como Cisternas de Placas; e 390 relacionadas à produção de alimentos e à criação de pequenos animais, chamadas de Cisterna Enxurrada e Calçadão.

Nos últimos quatro anos, a FBB já implantou 80 mil unidades de consumo básico e 12 mil de produção, em parceria com a ASA, correspondendo a investimento total de R$ 327 milhões, que beneficiou 350 mil pessoas. “Estudos sobre os impactos positivos gerados por essa tecnologia social indicaram a redução na incidência de doenças e o aumento na frequência escolar entre crianças e jovens”, informou a fundação.

Família beneficiada

O sítio da família Silva Oliveira, localizado na cidade de Esperança, zona rural da Paraíba, foi um dos beneficiados pelo projeto de cisternas. Dona Lia e seu Miguel Antônio tiveram oito filhos, que foram migrando para a cidade em busca de renda e sustento. A cisterna, além de garantir água para beber e cozinhar, possibilitou que seus filhos conseguissem renda a partir da plantação no próprio sítio.

Hoje, Delfino, 23 anos, um dos filhos do casal, fincou raízes na zona rural, onde se casou e pretende continuar vivendo. Mas nem sempre foi assim, contou o rapaz. “A gente nasceu e se criou aqui. Alguns dos meus irmãos foram para a cidade, eu também queria ir para a cidade, meu pensamento era esse. Com o passar do tempo, quando completei a idade, eu disse 'não, agora chegou a minha vez, eu vou para a cidade que lá é onde vou ganhar o meu pão'”.

Os jovens da zona rural acabam saindo de suas casas pela falta de trabalho, imposta pela seca que assola a região. “Não tinha incentivo, como eu ia ficar no sítio?”, disse Delfino. Após ter acesso a projetos sociais, como o da FBB, Delfino enxergou uma oportunidade no sítio. Primeiro, a família conseguiu uma caixa d'água, depois a irrigação por gotejamento e finalmente a cisterna, que possibilitou melhor produção de legumes, verduras e hortaliças. Atualmente, a família vende essa produção em uma feira da cidade.

“Eu e meu irmão estamos incentivados, a gente vai ficar no sítio. Essa casa aqui [construída para ele e a mulher] já é fruto da feirinha, já consegui construir. É pequena, mas dá para morar. No futuro, eu cresço. Esse carro aqui já foi fruto de renda”, comemorou o rapaz.

Perspectiva no semiárido

Dona Lia, 54 anos, contou como levava água para casa antes da construção da cisterna no sítio. “[Trazia] no carrinho de mão, nos baldes ou então na cabeça. Era longe que a gente pegava água [a uma distância de 1 km]. Era água para tudo, era para tomar banho, para beber, para cozinhar. E agora, com essa água para beber, da cisterna de 16 mil litros, a gente tem água boa, água limpa, não é mais água de barreiro”, disse.

Depois de ver cinco de seus filhos migrando para a cidade, que ela chama de “rua”, dona Lia disse estar feliz com a decisão de Delfino e de mais dois filhos, de permanecer na área rural. “Ele falava sempre de arrumar um emprego na rua, que também não dava [para ficar] no sítio, mas agora ele não quer mais viver em rua”.

Ela comemora também a renda própria e sua individualidade. “Eu faço polpa de fruta, as frutas eu aproveito tudo, para vender e para a gente consumir. Graças a Deus, tenho minhas plantinhas, arrumo meu dinheirinho”, disse. Segundo dona Lia, sem a cisterna não tinha condição de plantar: “não plantava porque não ia carregar água na cabeça para aguar [as plantas]. Mas, por toda a vida eu sempre fui apaixonada por flor e agora consigo vender”.

Tecnologia social

As Cisternas de Placas foram certificadas como tecnologia social em 2001 pela FBB, com a finalidade de captar e armazenar água de chuva. Para o consumo das famílias, o sistema permite o acúmulo de até 16 mil litros, que atende às necessidades de uma família de cinco pessoas pelo período de até oito meses. O equipamento é composto por encanamento simples para recolher água da chuva nos telhados das casas e por um reservatório no subsolo, revestido com placas.

Para as atividades produtivas, as cisternas são de dois modelos: Calçadão e Enxurrada, que são construídas perto das residências. As duas têm capacidade para 52 mil litros de água. A diferença é que a Enxurrada é instalada no caminho por onde passa o fluxo pluvial e a Calçadão capta de áreas em declive.

Agência Brasil

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

NUMERO DE POBRES TERÁ AUMENTO NO BRASIL EM 2017

Até o final de 2017, o Brasil deverá testemunhar um aumento de 2,5 milhões até 3,6 milhões no número de pessoas vivendo na miséria. Resultado da prolongada crise econômica, a estimativa foi divulgada neste mês pelo Banco Mundial, que sugeriu um aumento do orçamento do Bolsa Família para atender os “novos pobres”. Em média, esses brasileiros têm menos de 40 anos, moram nas zonas urbanas, concluíram pelo menos o Ensino Médio e estavam empregados em 2015, sobretudo no setor de serviços.


A reportagem é publicada por ONU Brasil, 22-02-2017.

Até o final de 2017, o Brasil deverá testemunhar um aumento de 2,5 milhões até 3,6 milhões no número de pessoas vivendo na miséria. Resultado da prolongada crise econômica, a estimativa foi divulgada neste mês pelo Banco Mundial.

O organismo financeiro traça um perfil desses “novos pobres” — em média, brasileiros com menos de 40 anos, moradores de zonas urbanas, que concluíram pelo menos o Ensino Médio e estavam empregados em 2015, sobretudo no setor de serviços.

Para mitigar os impactos da recessão sobre a população, o Banco Mundial recomenda a expansão do Bolsa Família, que deverá ter seu orçamento ampliado para 30,7 bilhões de reais em 2017, caso o governo queira cobrir os “novos pobres” com a proteção social.

Isso evitaria que a miséria atingisse valores acima do patamar de 2015, quando a tendência decrescente da pobreza foi revertida após uma década de queda ininterrupta. Em 2014, a pobreza e a pobreza extrema no Brasil eram estimadas em 7,4% e 2,8%, respectivamente. No ano seguinte, os valores registraram um salto para 8,7% e 3,4%.

O incremento no Bolsa Família sugerido pelo Banco Mundial representa um acréscimo de cerca de 900 milhões de reais na verba prevista para o programa pela lei orçamentária de 2017.

O aumento na pobreza para este ano foi calculado com base em variações distintas de índices macroeconômicos. No cenário mais otimista, o Banco Mundial estima uma retomada do crescimento econômico, com um modesto saldo positivo — de 0,5% — para o Produto Interno Bruto (PIB). O desemprego continuaria em ascensão, chegando aos 11,8%, valor 0,6% mais alto do que a taxa de desocupação no ano passado.

Na previsão mais pessimista, o Brasil continuará em recessão, com o PIB registrando contração de 1%. O desemprego alcançaria os 13,3%.

Nas melhores circunstâncias, o número de pessoas moderadamente pobres atingirá os 19,8 milhões (9,8% da população), incluindo os que viverão na miséria extrema — cerca de 8,5 milhões de indivíduos (4,2%) em 2017. A linha de pobreza utilizada para os cálculos foi estipulada como 140 reais per capita por mês.

No pior cenário, a pobreza chega a 10,3% — 20,8 milhões de brasileiros — e a pobreza extrema alcançará os 4,6% — 9,3 milhões. Em 2016, a miséria extrema havia sido calculada em 3,4%.

Caso os investimentos no Bolsa Família sejam realizados, a proteção social poderia frear o crescimento da miséria extrema, que alcançaria 3,5% e 3,6% nas simulações mais otimista e mais pessimista, respectivamente. Os valores ficariam bem próximos aos verificados em 2015.


Desemprego, pobreza e redistribuição de renda


O Banco Mundial lembra que mais de 28,6 milhões de brasileiros saíram da pobreza entre 2004 e 2014. O número representa quase metade da redução da miséria na América Latina e Caribe verificada no mesmo período. Os avanços foram possíveis pelo crescimento econômico, que gerou novas oportunidades de emprego, sobretudo no setor de serviços, e também por programas como o Bolsa Família.

Segundo o organismo financeiro, o Brasil se assemelha a outros países de renda média, onde os rendimentos do trabalho representam a maior fatia da renda para os 40% mais pobres da população. Para a maior parte desse segmento, a prosperidade depende do trabalho formal. Isso significa que o aumento do desemprego por conta da recessão põe em risco as conquistas do país no combate à miséria.

Em 2015, a recessão provocou o fechamento de 1,6 milhão de postos formais, causando um aumento no nível de desemprego, que saltou de 4,3% em dezembro de 2014 para 11,8% em outubro de 2016. O Banco Mundial aponta ainda que os salários reais também vêm sofrendo contração, com queda de 4,2% em 2015. Neste ano, o PIB registrou uma contração de 5,8%.

Para a fatia da população vivendo em pobreza extrema, porém, foram os programas de transferência de renda que reduziram o nível de miséria. Cinquenta e oito por cento da queda na pobreza extrema no Brasil registrada entre 2004 e 2014 está associada a mudanças nos rendimentos de fontes que não incluíam o trabalho, como o Bolsa Família.


Quem são os ‘novos pobres’?

Mapeando o perfil dos chefes das famílias de “novos pobres”, o Banco Mundial aponta que esses brasileiros não eram miseráveis em 2015. Eles têm nível de qualificação — 38,2% concluíram pelo menos o Ensino Médio — muito próximo ao da camada de não pobres, dos quais 41,3% têm, no mínimo, escolaridade média. Os “novos pobres” tinham trabalho dois anos atrás, mas entraram para as estatísticas dos desempregados.

O nível da formação revelado pelo Banco Mundial distancia os dois segmentos dos considerados estruturalmente pobres, brasileiros que já eram pobres em 2015 e continuarão vivendo na miséria. Entre esses, apenas 17,5% terminou o Ensino Médio e 63,7% vivem no campo. Quase 90% dos “novos pobres” vivem em zonas urbanas.

Dos que chegarão à linha da pobreza em 2017, 33,5% são brancos, em comparação aos 24,2% dos brancos descritos como vítimas estruturais da desigualdade.

Outra informação calculada pelo organismo financeiro é a faixa etária dos chefes das famílias dos “novos pobres”. Eles têm em média 37,9 anos, enquanto, entre os estruturalmente pobres, a média sobre para 41 anos. No grupo de não pobres, a idade chega a 50,4.

De acordo com o organismo financeiro, a profundidade e duração da atual crise econômica no Brasil podem ser vistos como uma oportunidade para que o governo amplie o papel do Bolsa Família — que passaria de um eficaz programa de redistribuição de renda para uma verdadeira rede de proteção, flexível o suficiente para expandir a cobertura aos domicílios dos “novos pobres”.

Acesse a avaliação do Banco Mundial na íntegra clicando aqui.


Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

CPT DE JUAZEIRO REALIZA ENCONTRO COM COMUNIDADES DE REMANSO

Representantes das comunidades rurais de Tamboril, Ponta da Serra I, Lagoa dos Cavalos, Pedra da Onça, Salinas Grande, Xique-Xique e Serrote, estiveram reunidos, na última sexta-feira (17), com agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) de Juazeiro. O encontro, que foi realizado na cidade de Remanso (BA), também contou com a presença de integrantes do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município e da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário. 



Durante o encontro, os participantes discutiram a conjuntura atual da região e do país. Foram apontadas preocupações com a estiagem, pois já tem um ano que não chove na região e os trabalhadores e trabalhadoras do campo não conseguiram armazenar água e pasto; e com as reformas propostas pelo Governo de Michel Temer, principalmente a que altera as regras da Previdência Social.

Os representantes das comunidades também destacaram o fortalecimento da organização local, o enfrentamento às grilagens de terras e o acesso às tecnologias de convivência do Semiárido. Para Nilcélia Santos, da comunidade Lagoa dos Cavalos, o momento mais importante do encontro foi a discussão sobre a regularização das comunidades tradicionais de fundos e fechos de pasto. “A gente espera que as comunidades se reconheçam, que valorizem suas terras e suas profissões”, disse.

O trabalho da CPT também foi avaliado na reunião. O acesso a informações, o conhecimento de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, o apoio ao enfrentamento de conflitos e o trabalhado desenvolvido com as juventudes rurais foram apontados pelos participantes. Além disso, no encontro, foi feito um planejamento das ações para esse ano, que tem como prioridades o autorreconhecimento de comunidades de fundos de pasto, a formação e organização da juventude camponesa e a cobrança de políticas públicas.

Texto e fotos: CPT Juazeiro/BA

CRESCE SUCESSO DO TERÇO DOS HOMENS NO BRASIL


A Romaria Nacional do Terço dos Homens é fenômeno e trouxe em 2017, 70 mil homens ao Santuário Nacional. O grande número reflete o quanto o movimento é crescente no país inteiro. O arcebispo de juiz de Fora (MG) e bispo referencial para o Terço dos Homens no Brasil, Dom Gil Antônio Moreira relata que o número de homens em atividade pode chegar a 1 milhão e meio em todo o Brasil. Ele conversa com o Portal A12, detalha alguns aspectos sobre o movimento e comenta todo o sucesso.Portal A12 - A Romaria do Terço dos Homens começou em 2009 com apenas 600 homens. Hoje recebemos 70 mil. Como explicar isso?

Dom Gil Antônio Moreira - Em primeiro lugar eu acho que isso é um milagre. Se me dissessem há alguns anos atrás que isso iria acontecer eu não iria acreditar. O Terço dos homens cresce no Brasil de maneira esplendorosa, quase sem ninguém por a mão. Um grupo vai fundando outros grupos, um homem vai chamando o outro e vai se alastrando no Brasil inteiro. Eu acompanho o movimento do Terço dos Homens já há oito anos. Eu acho que de fato isso é uma grande benção de Deus. É uma graça divina para o Brasil e para as famílias. Depois a gente vê que algumas forças ajudaram muito, como por exemplo, a Rádio, a televisão, a divulgação, principalmente pelos meios de comunicação de Aparecida. Ajuda a dispertar no coração dos homens o entusiasmo pelo terço. Também o movimento Schoenstatt contribuiu muito, porque tem o Terço dos Homens como um dos seus objetivos missionários.

Acredito que a missionariedade do próprio homem que reza o terço, que vai convidando outros, isso é a chave. Os últimos Papas tem incentivado muito o terço, então eu sugeri ao Santuário que fizéssemos a Romaria nas proximidades da Festa da Cátedra de São Pedro. O Esforço do Santuário e dos Missionários Redentoristas é indispensável e um grande elemento que colabora com o crescimento.

A12 - O que um bispo referencial poderia dizer ao homem que reza o terço?
Dom Gil - Que a Igreja tem sido cada vez mais em saída e cada pessoa da Igreja é um missionário. Os homens do Terço são verdadeiros missionários. É uma ação que a CNBB tem de agradecer, que é feita na simplicidade, na dedicação, mas com uma profunda fé. Eu peço que eles perseverem e nunca cansem e nunca desanimem, pois Jesus lhes deu uma missão de levar a palavra dele através do amor de Maria, de levar a palavra orante ou reflexiva, o amor de Maria, para onde eles vivem.

A12 - A gente percebe que em vários grupos pelo Brasil, a missão vai além do terço na vida de muitos homens que participam, levando até mesmo ao ato de ajudar os mais pobres que vivem nas ruas, ou auxiliarem também em outras frentes de trabalho da Igreja. O que o senhor pode comentar sobre este aspecto?

Dom Gil - Que é uma benção de Maria. Nossa Senhora quando ficou sabendo que ia ser Mãe do Salvador, ela não ficou parada, foi logo ajudar a sua prima Isabel. O homem do Terço eles descobrem novas atividades e não ficam parados só na oração. Eles fazem serviços sociais muito bonitos. Então eles descobrem que a oração os leva à ação. Ninguém fica parado apenas desfiando as contas do terço, eles se preocupam com o outro e enxergam no outro a pessoa de Cristo, isto naturalmente vai sendo revelado. Tenho visto pelo Brasil que de fato existem verdadeiras conversões. Em muitos casos o terço salva a família.

A12 - Qual mensagem o senhor deixaria para os homens que ainda não participam do terço dos homens?

Dom Gil - Aos homens que rezam o Terço, que passem para frente a alegria que eles descobriram. Eu aconselho que todo homem deve rezar o terço, porque é um instrumento de evangelização. Deus nos Evangeliza, porque é uma contemplação da vida de Cristo. Tem lugar que o terço leva muitas crianças. Acho lindo quando os país levam os filhos . Que Deus fortifique todos os homens e as famílias. Tenho observado, inclusive a volta de pessoas que haviam passado para outros segmentos religiosos e voltaram para a Igreja Católica.
Fonte: A12
 

 

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Tema Campanha da Fraternidade 2017

"Biomas brasileiros e defesa da vida."