sábado, 1 de junho de 2013

Diocese de Juazeiro Bahia



A Diocese de Juazeiro "Diœcesis Inazeirensis" está ligada a Arquidiocese Metropolitana de Feira de Santana, ao Regional Nordeste III da CNBB e a Santa Sé. Criada em 21 de julho de 1962 no Rito Romano, pelo Papa João XXIII, pela Bula “Christi Ecclesia” (Igreja de Cristo), tendo como Padroeira Nossa Senhora das Grotas. 


Mapa Territorial da Diocese de Juazeiro Bahia

Com uma área 56,269 km², formada por 9 municípios, são eles: Casa Nova, Campo Alegre de Lourdes, Curaçá, Juazeiro, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé, Sobradinho e Uauá. Desmembrados da Diocese da Barra, e pelo município de Curaçá, desligado da Diocese de Bonfim. Pelo mesmo documento a igreja de N. Sra. das Grotas é elevada ao grau de igreja-catedral e a cidade de Juazeiro torna-se a sede episcopal da Diocese. Essa população, nesta extensa área, é atendida por 14 paróquias, sendo 06 na cidade de Juazeiro e 08 nas demais cidades. Sendo instalada em 10 de fevereiro de 1963 com a posse do primeiro Bispo.


16 de outubro de 1962 – Nomeação de Dom Tomás Guilherme Murphy, padre redentorista americano, que foi missionário em Manaus, na Amazônia, para 1º Bispo da Diocese de Juazeiro. Nesta ocasião, o Papa João XXIII escreveu ao clero e aos fiéis da nova Diocese: “Temos certeza de que esta nossa carta vos será fonte de grande alegria, porque anunciamos que nesse dia, vos damos o primeiro bispo ansiosamente esperado por vós, para a vossa igreja”.

10 de fevereiro de 1963 – Festa solene da instalação da Diocese e posse do primeiro bispo, Dom Tomás Murphy. O povo de Juazeiro, naquela época, católico quase na sua totalidade, recebeu com entusiasmo a notícia da criação da Diocese, e cheio de júbilo, promoveu grandes festividades para receber seu primeiro bispo . 





Acolhida a Dom Tomás e a sua assinatura do termo de posse.




O PRIMEIRO BISPO: DOM TOMÁS GUILHERME MURPHY 

“A JESUS POR MARIA”


1962 a 1975 – Bispado de Dom Tomás: o primeiro bispo tentou dar um mínimo de estrutura à nova e grande Diocese, verdadeiro território de missão. Só dispunha de três padres quando chegou. Por isso trabalhou para trazer mais colaboradores: irmãos religiosos, freiras e padres missionários. Criou movimentos que tinham força no Brasil como o Cursilho de Cristandade e Treinamento de Lideranças Cristãs (TLC), além de obras sociais, como clubes de mães, socorristas e trabalho com mulheres prostituídas. Em sua época a Diocese vivia um tripé: ação social, liturgia e catequese. 


1963 a 1965 – O bispo de Juazeiro participou de sessões do Concílio Vaticano II, evento que renovou a Igreja Católica e reabriu seu diálogo com o mundo moderno, em vista de uma volta às fontes do cristianismo e de uma nova evangelização. 

Concílio Vaticano II
Setembro de 1966 – Realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano no Estádio Adauto Morais, reunindo uma multidão de fiéis, renovando a fé eucarística em nossas terras. Pessoas vieram de várias regiões da Diocese, inclusive de barco, pelo rio, após diversos dias em viagem. 
Um dos maiores desafios era chegar à população espalhada em uma região vasta e de estradas ruins. Municípios como Pilão Arcado, Sento Sé e Campo Alegre de Lourdes até hoje permanecem áreas de missão. Para tentar resolver o problema, Dom Tomás chama um sacerdote americano piloto de avião  para vir morar aqui. Com uma aeronave construída pelo padre, o bispo chega com mais facilidade às comunidades distantes. Era uma inovação. 
Através dos encontros de Cursilhos realizados no Centro de Treinamento de Líderes (CTL) de Carnaíba, por iniciativa de Dom Tomás, foram formadas as primeiras lideranças leigas que impulsionaram a evangelização na Diocese.

Dezembro de 1973 – Por motivos de saúde pede renúncia do cargo de Bispo de Juazeiro e é nomeado Bispo auxiliar de Salvador. Serviu nossa Diocese por doze anos, saído daqui somente em 1975. Os fiéis que o conheceram lembram-se dele com carinho “pela profunda espiritualidade com que soube infundir na alma do povo a sua mensagem de fé cristã” , ressaltando seu sorriso e bom humor. Ficou conhecido em Juazeiro como bispo da Eucaristia, de Maria e da missão, fazendo jus a seu lema episcopal: Ad Jesum per Mariam – A Jesus por Maria. 


Julho de 1995 – após alguns anos trabalhando em Salvador, morre com fama de santidade nos Estados Unidos. Atualmente sua causa de beatificação está em andamento no Vaticano. Antes de morrer, em uma entrevista, ele mesmo recordou o quanto aprendeu com os pobres, as lavadeiras, as professoras e pessoas simples em Juazeiro. Isso lhe dava muita alegria . 


Chegada de Dom José Rodrigues  para a Posse Episcopal na Diocese de Juazeiro Bahia.
Ao lado Dom Tomás Guilherme Murphy


O SEGUNDO BISPO: DOM JOSÉ RODRIGUES DE SOUZA
"ENVIOU-ME A EVANGELIZAR OS POBRES"


1975 a 2003 – Episcopado de Dom José Rodrigues: Evangelizare misit me – Enviou-me a evangelizar os pobres (Lc 4,18), com este lema Dom José Rodrigues foi o responsável por fazer com que a Diocese optasse pelos excluídos, em sintonia com a renovação da Igreja na América Latina pós-Vaticano II. Foi um tempo de grande inserção dos leigos em atividades missionárias, onde os batizados se descobriram como membros ativos na Igreja, participantes de sua missão tanto nas suas atividades na família e no trabalho, como atuando diretamente na evangelização através de pastorais, movimentos ou animadores de comunidade.

1974 – Antes mesmo da chegada de Dom José Rodrigues começam as obras da barragem de Sobradinho, concluída em 1978. Quatro cidades foram relocadas – Casa Nova, Pilão Arcado, Sento Sé e Remanso – removendo aproximadamente 72 mil pessoas. Uma situação caótica.

16 de fevereiro de 1975 – A posse do segundo Bispo de Juazeiro acontece justamente nesse período conflituoso. Também nessa época o Regime Militar estava no auge de seu poder. Toda essa região era área de segurança nacional e os prefeitos indicados pelo governador da Bahia e nomeados pelo Presidente da República. 

Dom José Rodrigues recebe a chave
da cidade de Juazeiro Bahia.
1976 a 1990 – Ainda com poucos padres e religiosas, Dom José Rodrigues chamou leigos que pudessem ajudar na tarefa de apoiar a população que sofria a remoção de sua terra natal. Então, na esteira das Conferências de Medellin e Puebla, fez-se na Diocese uma opção pelos pobres, concretamente por essas populações relocadas pelo poder público.
Investiu-se nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nas lideranças vindas do povo, no apoio à defesa da terra, na comunicação popular, na educação, na conquista da água e numa nova política para a região. Foram tempos de inserção no meio popular. Nesse período também foram reforçadas várias pastorais sociais que deram apoio ao povo necessitado, como a da Saúde e da Mulher Marginalizada, visando atender às mulheres que vivem da prostituição. Outras pastorais foram criadas como a da Terra, dos Pescadores e o Setor de Comunicação (SEDICA) – que contava com uma estrutura bastante avançada para a época, publicando um jornal mensal (Caminhar Juntos) e produzindo programas de rádio.

1981 a 1982 - Jubileu de Prata da Diocese de Juazeiro. Um grande festejo em homenagem aos nossos 25 anos foi celebrado sob a condução de D. José Rodrigues.



Foto do sequestro 
Em 26 de dezembro de 1986 – Um gerente do Banco do Brasil foi sequestrado em Juazeiro. Dom José Rodrigues intermediou as negociações e aceitou ser trocado pela vítima, em evento que parou a Ponte Presidente Dutra e adquiriu repercussão nacional. O bispo ficou sob a mira dos revólveres por dias. Depois visitou seus sequestradores na cadeia. Tempo depois foi convidado a celebrar o casamento de um dos sequestradores.

1991 – A Diocese, a partir de Dom José Rodrigues, contribui na fundação de órgãos como o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa), estimulando o debate sobre o “combate à seca” e as formas corretas de se produzir no Semiárido. Foi a partir desta época, que a Diocese começou a iniciativa de construção de cisternas para captação de água das chuvas, que virou política pública do governo federal. 


2003 – As conquistas para a população da região, com a contribuição da Diocese, foram muitas. A vida do povo em geral é melhor do que 30 anos atrás. Mas ressalta-se a conquista de uma fé comprometida com o bem comum, mais madura, uma Igreja tecida de rostos locais, sertaneja, juazeirense e franciscana. Muitos leigos e leigas liderando comunidades, promovendo a catequese, celebrando a Palavra, chegando inclusive nas mais remotas comunidades do interior, onde é mais difícil a presença dos padres.

Seguindo as normas da Igreja, ao completar 75 anos de idade, Dom José Rodrigues pede renúncia do cargo de Bispo de Juazeiro ao papa João Paulo II. Ao tornar-se emérito, aos 77 anos, vai para Trindade (GO) onde passa o restante de seus dias junto a Congregação Redentorista, da qual faz parte.

09 de setembro de 2012 – Na madrugada do domingo, após dias no hospital Santa Mônica, em Goiânia (GO), onde lutava contra uma hidrocefalia, Dom José Rodrigues parte para a Casa do Pai. O falecimento ocorreu após algumas horas do encerramento da festa do Jubileu de ouro da Diocese, na noite do dia 08. A notícia da sua partida emocionou a população da Diocese, que relembrou com gratidão o Bispo dos Excluídos.


11 de setembro de 2012 – após retornar a Juazeiro, o corpo de Dom José Rodrigues chega ao som do soar dos sinos da Catedral Diocesana de Nossa Senhora das Grotas, depois de 09 anos de sua partida, O corpo é velado por alguns dias, em seguida levado ao Centro de Treinamento de Líderes em Carnaíba do Sertão, onde é localizado o Cemitério Diocesano. Um grande número de fiéis e admiradores acorre para dar o último adeus ao 2º Bispo da Diocese de Juazeiro. A cidade fica em luto por três dias por decreto municipal.



Ordenação Episcopal de Dom Jose Geraldo


O TERCEIRO BISPO: DOM JOSÉ GERALDO DA CRUZ
“VENHA A NÓS O VOSSO REINO”: 




30 de agosto de 2003 – Acontece a posse do 3º Bispo da Diocese de Juazeiro. Com a presença de uma multidão de fiéis na Praça da Catedral, Dom José Rodrigues passa o báculo (símbolo do pastoreio do Povo de Deus) para o novo Pastor, um religioso Agostiniano da Assunção. Em sua carta de nomeação, Dom José Geraldo da Cruz recebe do papa João Paulo II a missão de cuidar das vocações e da formação do clero local, o que ele fez de imediato instituindo a Comissão de Formação e a Pastoral Vocacional.

2003 até o momento – O Episcopado de D. José Geraldo: Com estilo próprio e gosto pela organização, nosso Bispo atual leva adiante o legado dos bispos anteriores. E, com o tempo, os frutos do trabalho vão se fazendo visíveis, especialmente pelo aumento do número de padres diocesanos e de seminaristas. O resultado é uma quantidade maior de paróquias e comunidades onde a Eucaristia é celebrada e a Palavra anunciada.
Posse Episcopal de Dom Jose Geraldo
Dom José Geraldo promoveu a criação de novas pastorais como a da Pessoa Idosa, da Comunicação (substituindo o SEDICA) e Universitária. Também são fundadas novas paróquias e é impulsionada a catequese, visando à formação de cristãos coerentes com a fé. Por conta desse esforço, hoje a Diocese conta com mais de três mil catequistas trabalhando com zelo e carinho nas centenas de comunidades, espalhadas pelas 14 paróquias; agora contando com a Escola Bíblico-Catequética.
No atual bispado há também maior preocupação com a questão administrativa, de se criar uma estrutura mais aparelhada para dar conta das atividades pastorais. Nesse aspecto tem destaque a instalação do prédio para a Cúria Diocesana e Pastorais, no centro de Juazeiro, e a reforma do CTL de Carnaíba, que tornou o local mais apropriado para a formação e realização de encontros diocesanos. Sem contar com o esforço pela regularização fundiária da Diocese.


Sabão Ecológico do Jubileu

2011 – Neste ano, foi criada a Fábrica de Sabão Ecológico do Jubileu, que reutiliza óleo usado, que seria jogado nas pias poluindo o meio ambiente. Hoje, com produção industrial, a fábrica pode fazer oito toneladas de sabão por mês, reaproveitando quatro mil litros de óleo doados pela população. A fábrica funciona na Paróquia do Cosminho em Juazeiro. 



2011 – É instalado o Seminário Maior da Diocese em Feira de Santana, com um formador próprio residindo junto aos seminaristas, possibilitando um acompanhamento personalizado dos candidatos ao Ministério ordenado. Hoje esse seminário abriga os seminaristas que cursam teologia.


Abertura do Ano Jubilar
21 de Julho de 2011 – Dom José Geraldo, abre o Ano Jubilar da Diocese, com o tema “50 anos de Missão à Serviço da Vida”. É tempo de celebrar nossos 50 anos de fundação e mais de 300 anos de evangelização.







Abertura do Novenário Jubilar com a presença
 do Nuncio Apostólico e mais 28 bispos.

30 de agosto de 2011 – Celebração histórica com a presença do Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, representante do papa Bento XVI no Brasil, e 28 bispos do regional NE3 da CNBB, numa das principais solenidades do Ano Jubilar. Em plena terça-feira os fiéis lotaram a Praça da Catedral, surpreendendo muitos presentes. 


2011 a 2012 – O Ano Jubilar foi repleto de realizações e eventos: Ordenações presbiterais dos padres José Erimatéia, Edivaldo, Antônio e Isael Brito, 5ª Caminhada pela Paz reunindo 50 mil pessoas, a visita da Cruz da Jornada Mundial da Juventude no Bote Fé, aniversário da Diocese com Bolo de 50 metros, a Noite Cultural Diocesana, N. Sra. das Grotas visita todas as paróquias.


21 de Junho de 2012 – Após quase sete anos de trabalho, Celebração soleniza a incorporação da Paróquia S. João Batista, de Uauá, à Diocese de Juazeiro. Durante Missa realizada em Uauá, o Bispo de Paulo Afonso, Dom Guido, passa oficialmente o pastoreio do município para Dom José Geraldo. 

08 de setembro de 2012 – Grande festa de encerramento do Jubileu reúne cerca de 70 mil pessoas, uma multidão nunca antes vista em nossa história, durante a procissão e a celebração final na Orla Nova. A procissão de Nossa Senhora das Grotas contou com representações de todas as paróquias trazendo as imagens de seus padroeiros. Durante este dia na Missa Solene, pela manhã, também foi lida uma benção apostólica enviada pelo papa Bento XVI à nossa Diocese. 

A MISSÃO CONTINUA


O pastoreio de Dom José Geraldo continua, assim como nossa história de Povo de Deus. Permanecem grandes os desafios, entre eles a violência, a evangelização das famílias e da juventude, o meio ambiente e a formação de lideres. Com uma área de aproximadamente 60.000 km², cerca de 10% do território da Bahia, e com uma população que supera 500 mil habitantes, é vivo o desafio de implantar o Reino de Deus nestas terras. No entanto, depois de tantos anos de luta e doação, este Bispo nos deixa uma mensagem de esperança para o nosso futuro – futuro que colocamos nas mãos de Deus e da Senhora das Grotas:
“Se a missão foi a serviço da vida, ela tem que continuar. Não existe Diocese no ar, existem pessoas: o bispo à frente, os padres, os ministros, agentes de pastoral, as paróquias, associações. É preciso o trabalho de cada um para que esse Reino se espalhe. O Reino é de Deus e nosso, é obra de Deus através de nós. E isso só acontece pelo nosso testemunho, pela nossa fidelidade. Cristo pediu: 'Ide e anunciai! Eu vou estar com vocês!' E nessa fidelidade não esqueçamos nunca que somos homens e mulheres de Igreja. Amemos o que Cristo mais amou: sua Esposa, a Igreja, sem esquecer a sua mãe, Maria”, é o que pede Dom José Geraldo, cujo lema não poderia ser outro: Adveniat Regnum Tuum – Venha a nós o Vosso Reino!



 

Assine a nosso Email

Contate o nosso Email:

pascom.diocesejuazeiroba@gmail.com

Tema Campanha da Fraternidade 2017

"Biomas brasileiros e defesa da vida."