quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Reconciliação


SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU RECONCILIAÇÃO

1 – Seja difundida e praticada uma mentalidade positiva sobre este Sacramento. Mais do que humilhação ante as próprias misérias, o Sacramento da Reconciliação é encontro, perdão e celebração.
2 – Valorizem-se os tempos litúrgicos e as celebrações que, por própria natureza, evidenciam, de modo marcante, o valor da conversão como a Quaresma, o Advento, as Romarias e as Festas dos/as Padroeiros/as.
3 – Diante da grave crise de consciência a respeito do pecado, os fiéis sejam formados para a dimensão pessoal, social, comunitária e estrutural do pecado, da conversão e da Penitência.
4 – Para a conscientização a respeito do pecado, é importante frisar que a gravidade do pecado supõe o envolvimento da consciência, da vontade e da liberdade individual. É sacramento que visa à sua cura, à sua saúde total e à reconciliação do fiel penitente. Três expressões chaves; fidelidade evangélica e eclesial, caridade pastoral e bom senso.
5 – Seja conferida solenidade especial à Primeira Confissão, quer pela preparação, quer pelo espírito de penitência que a envolve. Que não seja momento de testar conteúdo da catequese.
6 – É aconselhável que seja celebrada após a catequese sobre o pecado, como sacramento do amor e da volta para o Pai.
7 – Para esta conscientização a respeito do pecado, é importante frisar que a gravidade do pecado supõe o envolvimento da consciência, da vontade e da liberdade individual. Que há diferença entre o pecado do mundo e os pecados pessoais; entre pecado mortal e venial; entre pecados de atos, atitudes e de opção fundamental. Que a reflexão esteja na pessoa e no seu contexto de vivências e não simplesmente nas leis e nos mandamentos.
8 – Sejam estabelecidos em cada Paróquia, dias e horas para o atendimento individual da Confissão, pois é um sagrado direito dos fiéis.

A celebração

“Nas novenas e nos tríduos de padroeiros (as) e nos retiros espirituais, é oportuno que se dedique um dia à celebração da penitência” (CNBB, Pastoral da Penitência, n° 6 p. 43).
a)      Que se reserve tempo para a orientação espiritual, a escuta dos desabafos... Esta escuta é parte essencial do ministério da espiritualidade do presbítero em época de massificação, crises e depressão. Isto pode ser observado nos tempos hodiernos.
b)      “A confissão individual e integral seguida da absolvição continua sendo o único modo ordinário pelo qual os fiéis se reconciliam com Deus e com a Igreja.” (CIC 1484; Cân 960).
c)      A Igreja permite também a celebração com absolvição comunitária ou geral dos penitentes. As condições para a absolvição geral são:
·         Perigo de morte iminente;
·         Grande número de penitentes;
·         Falta de confessores suficientes;
·         Os penitentes ficariam muito tempo privados da graça sacramental ou da sagrada Eucaristia;
d)     Para que os fiéis possam beneficiar-se da absolvição sacramental geral, é indispensável que estejam dispostos, isto é, que, arrependidos de suas culpas, tenham o propósito de não tornar a pecar, de reparar escândalos causados e de confessar, individualmente, em tempo oportuno, os pecados graves.
e)      O segundo mandamento da Igreja orienta para “Confessar-se ao menos uma vez por ano”. Esse mandamento “assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do sacramento da Reconciliação, que continua a obra da conversão e perdão do batismo” (CIC 2042).

Casos especiais

a)      Perante o caso do aborto, o confessor tem a obrigação de esclarecer à penitente sobre a gravidade do pecado, inclusive lembrando-lhe que incorreu na excomunhão latae sententiae. Incorre igualmente quem colabora, direta e indiretamente, quer com cooperação material, quer com cooperação moral (c. 1398 nota do rodapé). A confissão do pecado do aborto deverá ser encaminhada ao Bispo, exceto nos tempos fortes do Advento e Natal, da Quaresma e Páscoa.
b)      Que a pessoa se disponha a não mais cometer o pecado do aborto.
Obs. Visando o bem da penitente, talvez seja interessante, nesse caso, aconselhar uma penitência positiva. Que haja profunda caridade pastoral para com as penitentes que geralmente procuram o sacramento em profunda crise existencial.
c)      É indispensável acolher as penitentes com grande misericórdia e paciência conforme a figura do bom pastor.
d)     Quanto aos divorciados e recasados, enquanto permanecerem neste estado, eles não podem receber os Sacramentos. O confessor, ao esclarecer a Lei da Igreja, procure falar da misericórdia de Deus que, por outras vias, pode conduzir à salvação as pessoas que, apesar de se encontrarem em situação irregular perante a Igreja, procuram viver sua vida com dignidade e honestidade na comunidade cristã.

O ministro do sacramento da Penitência
                 
“Como Cristo confiou a seus apóstolos o ministério da Reconciliação (Jo 20,2), os Bispos, seus sucessores e os Presbíteros (Padres), colaboradores dos Bispos, continuam a exercer esse ministério. De fato, são os Bispos e os Presbíteros que têm, em virtude do sacramento da Ordem, o poder de perdoar todos os pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (CIC 1461).


 

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