domingo, 1 de setembro de 2013

Bispos

Dom Tomás Guilherme Murphy, C. SS. R.
1º Bispo da Diocese de Juazeiro 


Episcopado de 1962 a 1974

Lema Episcopal "A Jesus por Maria"

* Omaha, 17 de dezembro de 1917 
+ Salvador, 6 de julho de 1995

Dom Tomás Guilherme Murphy nasceu em 10 de dezembro de 1917, em Omaha, nos Estados Unidos da América (EUA). De família muito católica, abraçou a vida religiosa e fez sua profissão solene como membro da Congregação Redentorista em 1938. Foi ordenado padre no dia 29 de junho de 1943. Ofereceu-se para servir como missionário no Amazonas, onde durante 13 anos desenvolveu uma fecunda obra de evangelização como pároco, pregador de Missões Populares e vice-provincial. Após voltar a sua terra natal, em 1958, foi escolhido para ser Sucessor dos Apóstolos, recebendo a Ordem Episcopal a 02 de janeiro de 1963, tornando-se o 1º Bispo de Juazeiro/BA. Em 12 anos de pastoreio nesta Igreja local a sua memória permanece viva entre o povo, não só pelos trabalhos feitos, mas igualmente por sua gentileza, humanidade e profunda espiritualidade. Seu trabalho em Juazeiro foi baseado em um tripé de prioridades: evangelização e catequese (anúncio da Palavra), liturgia (relacionamento com Deus) e ação social (dimensão da Caridade e da Promoção humana). Por muitos é considerado santo. Após sua morte, em 1995, foi iniciada sua causa de beatificação, em andamento no Vaticano.

Principais Trabalhos:


- Estimulou a Evangelização e a Liturgia

- Incentivou a Catequese escolar, catequese de bairro, catequese de adultos, primeira Eucaristia.
- Deu força a movimentos existentes: Legião de Maria, Vicentinos, Círculos Bíblicos, Movimento Familiar Cristão.
- Iniciou o Cursilho da Cristandade e TLC (Treinamento de Líderes Cristãos – para jovens).
- Apoiou as CEB's e desenvolveu trabalhos sociais, especialmente com mulheres em situação de prostituição, lavadeiras (iniciando uma espécie de cooperativa), clubes de mães e na área da saúde.
- Em 1966 realizou o 1º Congresso Eucarístico Diocesano no Estádio Adauto Moraes.

Pensamentos:


“Quando iniciei o meu sacerdócio, chegando ao Brasil, tive a ambição de converter a Amazônia. Depois de quinze a vinte anos de sacerdócio, concluí que devia converter a minha paróquia. Depois de 30 anos de bispo e quase 50 de padre, chego à conclusão que devo converter a mim mesmo”.

“Vejo em Jesus duas palavras: Pai e Amém. Quando ele disse Pai, manifestou que este Deus é fonte de carinho. Ao mesmo tempo, declarou sua obediência ao Deus que é bom. Por isso, digo com Jesus: Pai, Amém”.

“Tenho que possuir Deus no coração para depois transmiti-Lo”.

“Faça o máximo que você puder. Deus fará o resto”.

***

Dom José Rodrigues de Souza, C. SS. R.
2º Bispo da Diocese de Juazeiro 


Episcopado de 1975 a 2003
Lema Episcopal “Enviou-me para evangelizar os pobres”

* Paraíba do Sul, 25 de março de 1926 
+ Goiânia, 9 de setembro de 2012.

Dom José Rodrigues de Souza nasceu em 25 de março de 1926, em Paraíba do Sul/ RJ. Era ainda criança quando sua família se mudou para Serra Azul/SP, onde fez seus estudos primários. Uma Missão foi realizada na cidade em 1938, por missionários redentoristas. O jovem despertou a atenção do Pe. Victor Coelho de Almeida, que o convidou para ser sacerdote. O convite foi aceito e com a permissão de seus pais, José Rodrigues partiu para o convento de Santo Afonso, em Aparecida/SP, com apenas dez anos de idade. Fez o Noviciado e Profissão Religiosa na cidade vizinha de Pindamonhangaba. Foi ordenado Padre em Tietê/SP em 27 de dezembro de 1950. Trabalhou como professor por quatorze anos. Depois, seus superiores o enviaram à Europa para um Curso de Catequese e Pastoral em Bruxelas, na Bélgica. Voltando ao Brasil, foi enviado a pregar Santas Missões e em 1969 mudou-se para Goiânia/GO, onde foi eleito vice-provincial dos redentoristas. O Papa Paulo VI, o nomeou Bispo da Diocese de Juazeiro, em 12 de dezembro de 1974. No livro “O Bispo dos Excluídos”, do jornalista alemão Siegfried Pater, Dom José relembrou exemplo que os ensinamentos do padre Pedro Henrique influenciaram sua formação como sacerdote: “Ele nos ensinou ordem com disciplina militar e, apesar de exigir sacrifícios dos alunos, sabia entusiasmar-nos para o ideal que expressava com quatro palavras: padre, missionário, redentorista, santo”. Seu episcopado durou 28 anos. Desde sua chegada, em 1975 até sua partida em 2003, Dom José Rodrigues foi um bispo que não se restringiu às paredes da igreja, nem às homilias proferidas no altar. Preferiu despir-se da solenidade que sua função exigia para se colocar ao lado dos pobres. Ignorou a elite, desafiou a ditadura militar, enfrentou os poderosos e exaltou os humildes. Não se importou com preconceitos... Foi um homem à frente de seu tempo. Motivou a parcela excluída da população do sertão baiano a se organizar e lutar por seus direitos. Ensinou seus companheiros e fiéis a partilhar e a construir uma sociedade mais justa. Era o pequeno grande homem que se agigantava em defesa dos oprimidos do Vale do São Francisco.

Principais trabalhos:


- Criou ou reforçou várias pastorais sociais: Pastoral da Terra (em resposta ao sofrimento do povo expulso pela barragem de Sobradinho e aos camponeses vítimas de grilagem), Juventude do Meio Popular, Pescadores, Mulher Marginalizada, Saúde, Reassentados, Carcerária, Criança, “círculos de cultura” (com Paulo Freire), o Setor Diocesano de Comunicação (SEDICA) e uma biblioteca de 45 mil volumes. 

- Foi um dos fundadores da CPT Regional Nordeste III (Bahia/Sergipe), em 1976, da qual foi bispo acompanhante por muitos anos. 
- Articulou a campanha pioneira pelas cisternas familiares de água de chuva “Adote uma cisterna”, pilar da convivência com o semiárido, que depois tornou-se política do governo federal.
- Foi um dos fundadores do Instituto da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA). 
- Trabalhou por uma destinação social do patrimônio em terras da Diocese, na cidade de Juazeiro.

Pensamentos:



“Nunca traí os pobres, nem mesmo em época de eleição”.

“Está na hora de mudar! Mudar as pessoas. Mais importante é mudar a mentalidade! As dificuldades serão muitas, mas movidos pela audácia do Espírito e pelo equilíbrio de Deus, vamos para a luta!”.

“No Nordeste não falta água, falta justiça”.

“A caminhada mais longa e penosa não é ir, a pé, de Juazeiro a Pilão Arcado, mas sair de si mesmo para encontrar-se com o outro (irmão) e com o Outro (Deus). Cristianismo se vive em comunidade”.

“É só na união que vamos conseguir a libertação”.

***

Dom José Geraldo da Cruz, a.a.
3º Bispo da Diocese de Juazeiro
Lema episcopal: “Venha a nós o Vosso Reino!”
Nasc.: 08/08/1941
Resid.: Av. Dr. Adolfo Viana, 08, Centro - 48903-580.
Juazeiro - Bahia - Cx. Postal 192/48903-970
Fone: (74) 3611-2244 | Fax: (74) 3611-4485 | Cel.: (74) 9979-3001
josegeraldocruz@uol.com.br

Dom José Geraldo da Cruz é mineiro de Muriaé. Nasceu em 8 de agosto de 1941 e teve uma infância simples na roça. Trabalhava ajudando família, aos sete anos já era boiadeiro. Da sua mãe, D. Francisca, herdou a religiosidade que um dia o moveu a decidir-se pela vida consagrada. Fez sua profissão religiosa na congregação dos Agostinianos da Assunção em 14 de março de 1941 e foi ordenado sacerdote no dia 1º de maio 1969, sob a pressão do Regime Militar, em Belo Horizonte. Antes disso estudou seis anos no Chile. Ao retornar para o Brasil, em plena Ditadura, apoiou a primeira greve de metalúrgicos do país, o que lhe rendeu dois meses de prisão e tortura. Um tempo sombrio, mas que ajudou a forjar a personalidade forte do futuro bispo da Diocese de Juazeiro. Como padre, após a redemocratização do país, assumiu diversas funções: vice-diretor de colégio, diretor de hospital, assistente geral da congregação e superior dos Assuncionistas no Brasil. Passou por países da África, América Latina e parte da Itália. Morou em Roma de 1987 a 1999. Retornando ao Brasil, em 2003 foi nomeado bispo da Diocese de Juazeiro pelo Papa João Paulo II. Recebeu a ordenação episcopal em 16 de agosto do mesmo ano, tornando-se o terceiro Pastor da Igreja de Juazeiro. Completando 10 anos de bispo em 2013, já deixou sua marca na Diocese, especialmente no campo da animação pastoral, catequese, vocações e na administração.

Principais trabalhos:

Animação Pastoral: Encontros de Formação para leigos, clero e religiosas. Criação e revitalização de Pastorais: Familiar, Pessoa Idosa, Carcerária, Dízimo, Catadores/as de lixo, Universitária, Setor Juventude, Pastoral Rural (Juazeiro). Criação e organização de Comissões e Conselhos: Coordenação Diocesana de Pastoral, Cons. Presbiteral, Pastoral Vocacional, de Formação, de Catequese. Criação do Propedêutico: ano preparatório à entrada no Seminário Maior. Divisão da Diocese em quatro Regiões. Elaboração dos Diretórios diocesanos sobre os Sacramentos e de Catequese. Acolhida da Paróquia de Uauá.

Administração: Regularização fundiária e do patrimônio da Diocese. Criação do Fundo de Formação para os Seminaristas. Plano de Previdência e assistência médica do Clero. Implantação da Contabilidade Paroquial e Diocesana, em plataforma digital.

Construções e reformas: Centro de Treinamento de Líderes de Carnaíba, Casa do Clero, Centro Administrativo e Pastoral (Cúria e Pastorais), Brasinha, Reforma da casa paroquial, telhado e parte externa da Catedral (em andamento) e outras.

Pensamentos:

“Somos chamados a ser homens e mulheres apaixonados por Deus e solidári
os das pessoas humanas”. 
“O Reino é de Deus e nosso, é obra de Deus através de nós. E isso só acontece pelo nosso testemunho, pela nossa fidelidade”.
“Nós não temos outra opção se não anunciar a Jesus Cristo, inspirados pela Palavra, alimentados pela Eucaristia”.
“A vocação não é dada uma vez por todas, é um chamado permanente e uma resposta permanente”.
“Esse povo é meu e me identifico com ele”.


 

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Tema Campanha da Fraternidade 2017

"Biomas brasileiros e defesa da vida."