terça-feira, 8 de julho de 2014

Romaria da Terra e das Águas reúne seis mil pessoas.

Cerca de 6 mil pessoas estiveram presentes na 37ª Romaria da Terra e das Águas, realizada no Santuário de Bom Jesus da Lapa (BA), entre os dias 4 e 6 de julho. O evento teve como tema "Libertar a terra é defender a vida" e foi organizado pelas dioceses de Bom Jesus da Lapa, Barra, Barreiras e Irecê, arquidiocese de Vitória da Conquista, Comissão Pastoral da Terra e movimentos sociais. 

A programação começou na sexta-feira, 4, com  missa de abertura presidida pelo bispo de Barreiras (BA) e administrador apostólico de Bom Jesus da Lapa (BA), dom Josafá Menezes da Silva. Os bispos de Barra, dom Luiz Flávio Cappio; de Irecê, dom Tommaso Cascienelli; e o arcebispo de Vitória da Conquista, dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, concelebraram a Eucaristia.

Cinco plenários temáticos sobre questões enfrentadas na Bahia fizeram parte das atividades do sábado, 5. Os participantes também realizaram uma Via Sacra do Santuário até as margens do rio São Francisco. Lá, fizeram o gesto concreto de coletar o lixo jogado no Cais, simbolizando a necessidade de se preservar as bacias hidrográficas e reivindicando ações mais concretas para a recuperação dos rios. Ao final do dia, uma “Noite Cultural” integrou os milhares de romeiros.

Os resultados dos debates ocorridos nos plenários temáticos foram apresentados no domingo, após a Missa da Ressurreição, na Grande Plenária. Os participantes aprovaram, ainda, uma carta sobre o evento. 

Ao final do encontro,  dom Josafá presidiu a celebração de envio, estimulando os romeiros a continuarem na  luta nas comunidades.


Carta

A mensagem final do encontro recorda as atividades da 37ª Romaria da Terra e das Águas e considera que nos vários momentos do evento perpassaram o “desejo premente e o compromisso inadiável da terra livre e da vida em abundância”. A Carta do Encontro apresenta as “pedras e as luzes” identificadas na caminhada dos romeiros.

Para os participantes da Romaria, as pedras são representadas pela desistência da reforma agrária; pela falta de vontade do governo em realizar o reconhecimento, a demarcação e a titulação de territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas, pescadores e fundo e fecho de pasto; o tráfico de pessoas; a exploração sexual de jovens e crianças; além da degradação de bacias hidrográficas.

“São consequências de um modelo de vida, de economia, de política e de sociedade, que vende a ilusão de que é capaz de combinar velhas e novas formas de crescimento incessante com garantia dos direitos humanos e da natureza, altas taxas de lucro com mínima inclusão social, expansão da produção e dos mercados com redução do aquecimento global, bancada ruralista com agricultura familiar, alimentação saudável e respeito aos territórios dos povos e comunidades tradicionais”, alerta.

As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) são consideradas como iluminadoras, juntamente com movimentos e organizações sociais que, de acordo com o texto, “insistem em juntar fé e política, justiça e profecia a serviço da vida”.

A carta ainda recorda a atuação de dom Hélder Câmara e dom Tomás Balduíno, ex-presidente da CPT falecido em maio.




 

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