sábado, 13 de junho de 2015

PAPA FRANCISCO AOS SACERDOTES SOBRE AS HOMILIAS.



"Deus meu, as homilias! Mamma mia! Por favor, tenham piedade do povo fiel de Deus! Um sacerdote de Roma me contava que uma vez foi encontrar o pai e mãe e seu pai lhe disse: "Ah, mas estamos felizes pois com meus amigos encontramos uma paróquia onde celebram a missa sem homilia!". Ou, quando a homilia dura muito, saem para fumar um cigarro pois não conseguem suportar o padre!

Sim, me contaram que pouco tempo faz em uma paróquia, um padre pregou sobre o anti-Cristo, sobre a perda de fé na Europa e sobre o ecumenismo dentro deste panorama catastrófico de confusão.... Que pena, que perda de tempo! Eu lia num tablet aquilo que havia escrito, as pessoas não suportavam mais de oito minutos! Não atrai mais, se desconectam e querem que vocês falem ao coração deles, vindo do vosso coração.

O professor de homilética que tínhamos nos dizia: "Uma ideia, uma palavra, uma imagem e um sentimento: a única coisa que deve ter uma homilia".

O que eu quero transmitir? Com qual sentimento quero transmitir isto? E que sentimento quero dar e provocar?

Alguns me disseram que foi um pouco excessivo que na Evangelii gaudium eu dedicasse assim tanto tempo à homilia. Este é o drama de nossas igrejas. Existem homilias que são excelentes conferências, estupendas, estupendas lições de teologia, mas não tocam. Não esqueçam que a homilia não é uma conferência, não é uma lição de catequese, é um sacramental. A palavra de Deus na homilia é o meio termo entre a 'ex opere operato e a ex opere operandi', bem alí, meio a meio. E colocar o melhor de mim, para que o Espírito Santo fale, para que toque os corações. E uma linguagem positiva. Não tanto proibitiva.

A estrutura homilética, para dizer de forma simples, deveria ter o anúncio querigmático, uma breve catequese sobre este anúncio querigmático - um ponto que tocaremos - e após, quem sabe, uma consequência para a vida que poderia ser do tipo comportamental, moral.

Na homilia, normalmente, se omitem os primeiros dois e se vai ao final, se tornam moralistas...aquilo que se deve e aquilo que não se deve fazer. Não, esta não é uma homilia, esta é uma lição de moral, uma catequese de moral! Portanto, falem ao povo de Deus assim, com homilias bem preparadas. E encontrem entre vocês dois ou três sacerdotes para prepará-las. Acontece que na segunda-feira se encontram, na terça se encontram um momento para preparar a homilia do domingo e durante toda a semana nos pregam sobre ela. Não coloquem medo no povo de Deus, não os façam fugir, não percam tempo, falem a eles de Jesus, da alegria de uma fé ancorada em Jesus, da revolução da Boa Nova, do amor que transforma o coração, para que o amor enamorado se torne testemunha de Deus em seu amor, porque o amor é mais forte do que o ódio. O amor que é Jesus que venceu o demônio e venceu a morte. É mais forte do que qualquer terrorismo assassino. Nós somos chamados por amor para nos tornarmos como Jesus Cristo, amar sem limites, em qualquer circunstâncias.

Basílica São João de Latrão 12.06.2015

 

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