sábado, 13 de junho de 2015

Papa Francisco: desejo celebrar a Páscoa em uma única data




Na tarde desta sexta-feira (12/6), o Bispo de Roma participou do III Retiro Mundial de Sacerdotes, na Basílica de São João de Latrão, sede da diocese de Roma.

O evento foi promovido pelo Serviço Internacional da Renovação Carismática e pela Fraternidade Católica e teve como tema central: “Chamados à santidade para a nova evangelização”.

Antes de presidir à celebração Eucarística da Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, o Bispo de Roma fez uma longa meditação, falando espontaneamente em espanhol.


Sacramentos

O Papa tocou diversos temas, como por exemplo quando falou do Batismo: “Tenho tanta pena de alguns quando um pároco se recusa batizar uma criança pelo fato de ser filho de uma mãe solteira ou de um pai que casou de novo”. O Batismo, frisou, não se nega a ninguém, pois a Igreja é sempre Mãe e não “madrasta”: “Sejam misericordiosos ao administrar os Sacramentos, não só do Batismo, mas também da Penitência!” O amor transforma e contagia!


Proselitismo e clericalismo

O problema do secularismo na Igreja não deve ser combatido com o proselitismo. “Proselitismo é a caricatura da evangelização”. “O clericalismo é dos pecados e um dos piores comportamentos que freiam a liberdade da Igreja. “Não devemos ser apegados às riquezas e ideologias, mas preocupar-nos com as pessoas, a pobreza e os excluídos da Igreja, dando testemunho do Evangelho, em todos os cantos do mundo.


Ecumenismo e unidade

Depois, respondendo às perguntas de alguns sacerdotes, que representavam os cinco Continentes do mundo: da Austrália, Peru, Holanda, Burundi e Japão, o Pontífice falou do escândalo da divisão dos cristãos. O ecumenismo, disse, não é uma tarefa a mais, é um mandamento de Jesus. “Devemos recompor a unidade do Corpo de Cristo, alterada por causa dos nossos pecados de divisão”. Aqui, apresentou o exemplo de tantos mártires, que foram e ainda continuam sendo testemunhas de unidade com o próprio sangue! Por outro lado, o Papa disse que a Igreja está disposta a estabelecer uma data fixa para celebrar a Páscoa com todos os cristãos: católicos, protestantes e ortodoxos.


Oriente e Ocidente

Convidando a Igreja a respirar com os dois pulmões, Francisco falou da ligação entre Roma, Constantinopla e Moscou, ressaltando os desafios e das tensões existentes, que podem ser solucionados com o diálogo. Neste sentido, lembrou que pediu ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, para fazer a apresentação da sua próxima Encíclica sobre a “Ecologia Humana”.


Europa

Referindo-se ao continente Europeu, o Santo Padre comentou a triste e urgente questão das migrações: quem não acolhe o irmão necessitado comete um grave pecado. A Europa não deve apenas dar acolhida aos milhares de imigrantes, que fogem dos seus países, por causa dos conflitos internos, mas deve ir à África. Não deve ir para explorar as suas riquezas, mas para INVESTIR na economia e na indústria, dando trabalho, formação cultural e assistência sanitária. Somente assim as pessoas não se sentem obrigadas a deixar seus países para um maior bem estar e futuro promissor.


África

Em relação ao continente africano, o Santo Padre chamou a atenção para a “falta de sacerdotes na África”, onde a “coluna vertebral” são os catequistas. A África, no momento, é lugar de “exploração”. Para lá se dirigem as grandes potências à busca de ouro, metais, madeira e muitas outras riquezas. Eis, portanto, a necessidade de se encontrar solução para seus problemas de desenvolvimento e promoção social. Como resposta pessoal, o Papa anunciou que fará uma Viagem Apostólica ao Continente africano, no próximo mês de novembro, começando pela República Centro-africana, depois Uganda e, se der, também o Quênia.


Ásia

O continente asiático, afirmou Francisco, é um dos lugares mais promissores para a Igreja. Por isso, nos últimos dois Consistórios, foram criados alguns Cardeais, para que fossem testemunhas de todas aquelas Igrejas. Neste âmbito, referiu-se, ao fundamentalismo religioso em alguns países, como a Índia, Paquistão, Coreia, Japão e Tailândia. A Ásia dispõe de certas RESERVAS espirituais, não mais existentes no Ocidente, atualmente envolvido pelo relativismo, hedonismo e consumismo, que o deterioram e provocam a sua decadência.


Rádio Vaticano

 

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