quinta-feira, 18 de maio de 2017

CNBB VOLTA A TRABALHAR POR UMA REFORMA POLÍTICA NO BRASIL

Notícia alentadora, sobretudo diante dos últimos escândalos que vieram à tona na política nacional. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) retomou nesta semana as discussões sobre a necessidade de mudanças no sistema político do país. Uma nova rodada de encontros começou a ser realizada com representantes das mais de 100 entidades que compõem o movimento Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas para discutir o assunto. Em 2015, com a ajuda da Igreja, o grupo – integrado também pela OAB – recolheu quase um milhão de assinaturas pedindo por uma reforma política democrática, a fim de combater a corrupção e a interferência do poder econômico nas eleições. Na época, o projeto não vingou no Congresso – encabeçado então pelo ex-deputado Eduardo Cunha, hoje réu da Lava Jato. 
Movimento discutindo os temas. Foto: CNBB/Maurício Sant ´Ana
“A CNBB vem insistindo há muito tempo em uma reforma política, não apenas em alguns pontos, mas em uma reforma política verdadeira para podermos retomar a ética na política”, disse dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB. Ele considera que iniciativas como a da coalizão expressam a tentativa da sociedade em dar uma contribuição no debate sobre Reforma Política. “Sem a participação da sociedade como um todo, nós não teremos uma Reforma Política realmente democrática”, ressaltou.
O tema também foi discutido na última Assembleia geral da CNBB, realizada em Aparecida (SP), entre os dias 26 de abril e 5 de maio, contando com a presença dos quase 400 bispos brasileiros. Na ocasião uma nota emitida sobre o grave momento do país abordou a necessidade da reforma: “É sempre mais necessária uma profunda reforma do sistema político brasileiro. Com o exercício desfigurado e desacreditado da política, vem a tentação de ignorar os políticos e os governantes, permitindo-lhes decidir os destinos do Brasil a seu bel prazer. (...) Aos políticos não é lícito exercer a política de outra forma que não seja para a construção do bem comum. Daí a necessidade de se abandonar a velha prática do ‘toma lá, dá cá’ como moeda de troca para atender a interesses privados em prejuízo dos interesses públicos”.
Os principais objetivos dessa nova série de debates da Coalizão são o de continuar levantando emendas para o projeto de Reforma Política que atualmente tem como relator o deputado Vicente Cândido, de São Paulo, e proporcionar um amplo debate entre as entidades a respeito do momento atual da sociedade e a política no Brasil.
O secretário-executivo do Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara (CEFEP), padre Ernane Pinheiro, que participou da reunião, relatou que “os participantes da reunião tomaram três decisões importantes: fazer contato com os departamentos de comunicação de todas as entidades para propor mais irradiação da retomada dos debates; enviar uma mensagem às entidades membros da Coalizão, comunicando a retomada da discussão e a elaboração de uma mensagem desta articulação em agradecimento à CNBB pelo posicionamento firme manifestado nas últimas notas oficiais a respeito da Reforma da Previdência, aos trabalhadores do Brasil e a respeito do grave momento nacional”.
Texto: CNBB e Pascom diocesana

 

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