segunda-feira, 22 de maio de 2017

“RETORNO COM ALEGRIA NO CORAÇÃO”: DOM BETO ENCERRA VISITA PASTORAL MISSIONÁRIA A SENTO SÉ

Após oito dias intensos de missão, encontros e momentos celebrativos, a Visita Pastoral Missionária do bispo diocesano Dom Beto Breis à Paróquia de Sento Sé foi encerrada na noite deste domingo (21) com uma festiva celebração na Igreja matriz de São José. A visita, iniciada no último domingo, 14 de maio, contou com o apoio de religiosas, seminaristas e vários missionários leigos de Sento Sé e também de outras paróquias da Diocese.
“A paróquia de Sento Sé é a mais extensa – tem quase 13 mil km² – e também a mais antiga da Diocese. Temos comunidades vivas, mas ainda há muitos desafios. Um terço da população vive abaixo da linha de pobreza e em vulnerabilidade”, disse Dom Beto. “É uma situação que exige bastante empenho de todo o povo de Deus e requer uma ação evangelizadora a partir das periferias e sem resquícios de ostentação”.
Segundo o pároco de Sento Sé, Pe. Raimundo Jorge, durante os oito dias de missão, foram realizadas visitas a famílias, enfermos, instituições e à comunidades da zona urbana e do interior. “Foi uma grande semana, de muita alegria, de renovação do ardor missionário, para todo o povo, para as comunidades e inclusive para o meu próprio coração. O desejo que fica é de dar continuidade a essa caminhada missionária. Agradecemos a Dom Beto e também a presença dos seminaristas, das religiosas, dos muitos leigos missionários de fora e também daqui de Sento Sé”, ressaltou o padre.
A visita Pastoral Missionária contemplou várias comunidades: Tombador e Bela Vista, na cidade, e Riacho dos Paes, Itapera, Quixaba (onde fica o santuário popular de São Lourenço) e Andorinhas, no interior. “Encontramos um povo acolhedor e piedoso, com notável zelo pela liturgia”, destacou Dom Beto.
Durante a semana, o bispo, acompanhado pelos padres Raimundo e José Carlos, visitou ainda a área de mineração de ametistas, recém-descoberta na cidade. “Encontramos os garimpeiros: são mais de sete mil. Isso pode mudar toda a face do município de Sento Sé, com aspectos positivos, mas também há o risco do crescimento da violência – é preciso estar atentos. Falamos sobre isso com as autoridades municipais”, disse ainda o bispo.
Ao final da visita, Dom Beto fez ainda uma avaliação sobre a caminhada da Paróquia. “São mais de 40 comunidades, com um estilo de presença marcado pela proximidade e simplicidade. Fiquei contente com a empatia entre os padres e o povo. Os dois padres, Raimundo e José Carlos, são bastante empenhados no serviço do Povo de Deus, ambos com um estilo simples, dando prioridade às pessoas e comunidades mais pobres. Também há outros grupos que fazem visitas às pessoas. Mas é preciso mais gente, tanto na participação nas celebrações como nas iniciativas da paróquia. A messe é grande e poucos os operários”, disse.

Reforma da Igreja matriz de São José
Durante a visita Pastoral, foram identificados alguns problemas nas estruturas físicas da Paróquia. No mês de junho será dado início à reforma da Igreja matriz de São José, a começar pelo telhado, passando pela total alteração do espaço interno.
“Retorno a Juazeiro com alegria no coração pelo que vi e ouvi nesses dias. Padres e leigos bem entrosados a partir da Paixão comum por Jesus Cristo, razão e porque da nossa vida e missão, e pelo Reino que ele anunciou”, expressou Dom Beto.

Igreja Matriz de São José de Sento Sé (Foto: A Notícia do Vale)
Feliz coincidência (ou será providência?)
Ao final da Visita Pastoral Missionária, todos os fatos foram registrados no livro de tombo paroquial, no qual são relatados os principais acontecimentos a história da Paróquia. “Foi surpresa constatar que a exatos cem anos, de 16 a 20 de maio de 1917, o primeiro bispo da Diocese da Barra (à qual então pertencia Sento Sé) realizava sua primeira Visita Pastoral a esta paróquia”, contou Dom Beto.
Não saberíamos dizer se é feliz coincidência ou, na verdade, providência. O certo é que o fato ressalta a verdade bíblica indicada há dois mil anos pelo grande missionário Paulo de Tarso: se na Igreja um é o que planta e outro o que colhe, importante é a presença conosco daquele que faz crescer: Deus (cf. 1Cor 3,5-8).

Texto: Pascom diocesana
Fotos: Arquivo pessoal de Dom Beto Breis

 

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