segunda-feira, 12 de junho de 2017

PADRE GUILHERME FITZ: CIDADÃO DO UNIVERSO

Quando Dom Tomás, primeiro bispo de Juazeiro, que era redentorista, pediu a sua congregação, nos Estados Unidos, que enviasse missionários para o imenso campo pastoral da nova diocese, Pe. Guilherme logo se comprometeu vim para cá. Aqui ficou 42 anos e adaptou-se a vida sofrida do Nordeste, tanto é que dizia querer morrer e ser sepultado na Diocese de Juazeiro. Mas por via do destino em 2010 voltou para os Estados Unidos.
Qual foi a missão do Pe. Guilherme Fitz entre nós? Quem o conheceu, como eu o conheci poderá responder. Daí cito algumas de suas ações:
- Anunciar o evangelho com a palavra e com a vida. Vivia na simplicidade e gostava de estar no meio dos pobres.
- Incansável na organização das Comunidades Eclesiais de Base para despertar a consciência dos excluídos, para a luz da palavra de Deus encontrar saída para os seus problemas.
- Uma ação missionaria em sintonia com a igreja no Brasil e com a linha de pastoral libertadora da Diocese de Juazeiro.
- Organizar o povo nos movimentos populares para se libertar da dominação política e isso provocou perseguição, calunia e ameaça de morte feita por grupos econômicos de políticos. Havendo até emboscada com confronto armado por familiares de chefetes políticos do sistema opressor. Exemplo disso, aconteceu em Curaçá.
- Sensibilidade com a questão latino-americana – Pe. Fitz sacerdote americano foi à Nicarágua para ajudar aquele povo na colheita de café, pois Estados Unidos declarou guerra e queria bombardear os cafezais da Nicarágua (maior economia do país), Pe. Fitz sem medo de morrer vítima das forças sanguinárias do seu próprio pais, dizia: “Um missionário americano ser morto pelas forças americanas na Nicarágua é um desmoralização mundial para os Estados Unidos.”
- Solidários com os pequenos Pe. Fitz nunca deixou ninguém sem socorro, em todos os momentos e lugares que dele precisasse.
- Fez moradia no meio dos excluídos no bairro Malhada da Areia em Juazeiro, ali sua casa era um barraco de taipa.
- Defendeu os catadores de material reciclável do lixão de Juazeiro, por isso a atual cooperativa de catadores leva o nome de COOPERFITZ.
- Incansável no atendimento às CEB’s, onde na área rural com difícil acesso e quase onde ninguém consegue chegar, estava ele lá no meio do povo celebrando a Eucaristia.
- Todas as segundas-feiras Padre Guilherme Fitz fazia jejum em solidariedade aos que passam fome e sede. Ficava na porta da Catedral de Nossa Senhora das Grotas fazendo suas reflexões, conversando com as pessoas e atendendo confissões.
Obrigado meu Deus pela vida e missão do querido e nunca esquecido Pe. Guilherme Fitz. 
“O HOMEM É ETERNO QUANDO SEU TRABALHO PERMANECE.” 
Texto José Alves de Sena (Zelinho)
Ex – Articulador de CEB’s da Diocese de Juazeiro

Presidente do Instituto de Inclusão Social e de Desenvolvimento Econômico Cultural e Ambiental – IDEIA

 

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Tema Campanha da Fraternidade 2017

"Biomas brasileiros e defesa da vida."